Clique Para Encontrar Temas a Partir das Datas...

PROBLEMATIZAÇÃO DO PARTO

Segundo a bibliografia acessada, os partos atualmente são equiparados à lógica fabril: o hospital equivale à fábrica, assim como a mãe à máquina e o bebê à mercadoria. Foi visto que a maioria dos partos foge das recomendações da OMS: Direitos como acompanhante a escolha, liberdade de movimentação no pré-parto e escolha de posição são sujeitos às primazias da unidade escolhida e às preferências e treinamento dos profissionais. Estas características impõem limites à humanização.
Foi constatado que há influência médica na majoritária preferência pela cesárea na instituição privada – ela seria vista como bem de consumo pelas mães, já que nestes locais a parturiente tem direito a opção; e para os médicos como modo prático, seguro e mais rentável, já que não há protocolos como os do setor público. A escolha da cesárea está também associada a gestações multíparas, facilidade para laqueadura em seguida, e experiências anteriores das mães, mesmo tendendo a ser visto exclusivamente como cirurgia, abrandando seu valor emocional, e ainda que a OMS aponte que 3,5% das mulheres submetidas a este parto corram risco de ir a óbito. Ante a supervalorização da tecnologia recentemente, é disseminado que o parto operatório é mais seguro, excluindo pouco a pouco a ideia do parto como fisiológico.
Segundo as referências utilizadas, a maioria das mulheres que terão o primeiro filho opta pelo parto cesáreo, abalizando o medo de dor como principal razão. A dor é tida como ponto extremamente negativo: A crença social indica que o que é bom não incluiria dor, e mulheres são levadas até a mentir nos seus relatos sobre o parto normal para evitar sua desvalorização. Religiosamente, a dor está associada a uma vivência positiva, pois a mulher foi destinada a parir com dor, segundo a Bíblia.

Em adolescentes há risco aumentado no parto em relação às adultas devido a sua cintura pélvica provavelmente incompleta em sua formação. Verificou-se ainda que entre as mulheres com mais de 35 anos há maior risco de diabetes gestacional, placenta prévia, apresentação pélvica, parto vaginal operatório, cesárea eletiva e de urgência.


REFERÊNCIAS

MANDARINO, Natália Ribeiro. Aspectos relacionados a escolha do tipo de parto. Disponível em: <http://www.tedebc.ufma.br//tde_busca/arquivo.php?codArquivo=294>.
SANTOS, Graciete et al. Impacto da idade materna sobre os resultados perinatais e via de parto. Disponível em: <www.scielo.br/pdf/rbgo/v31n7/v31n7a02.pdf>.
NADER, Priscilla et al. Parto Prematuro De Adolescentes: Influência De Fatores Sociodemográficos E Reprodutivos, Espírito Santo, 2007. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/ean/v14n2/17.pdf>.
LOPES, Rita de Cássia Sobreira et al. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O Antes e o Depois: Expectativas e Experiências de Mães sobre o Parto. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/prc/v18n2/27476.pdf>.
CAMPOS, Sibylle. Resultados da assistência ao parto no Centro de Parto Normal Dr. David Capistrano da Costa Filho em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Disponível em:< http://www.scielosp.org/pdf/csp/v23n6/09.pdf >.
LEÃO, Míriam et al. Doulas Apoiando Mulheres Durante O Trabalho De Parto: Experiência Do Hospital Sofia Feldman. Disponível em:< http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-11692001000300014>.
HOTIMSKY, Sonia Nussenzweig et al. Humanização no contexto da formação em obstetrícia. Disponível em:< http://www.scielo.br/pdf/csc/v10n3/a20v10n3.pdf >.
CARNEIRO, Rosamaria Giatti. Dizer sim à experiência. Disponível em:< http://www.seer.ufu.br/index.php/neguem/article/view/8003/5109>.

GONÇALVES Aniandra et al. Fatores determinantes para as expectativas de Gestantes acerca da via de parto. Disponível em:< http://periodicos.uems.br/index.php/enic/article/view/1978/638>.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu comentário ou dúvida aqui ^^